Arquivo de Geração Compartilhada | 3D Watt https://3dwatt.com.br/categoria/geracao-compartilhada/ Thu, 14 Aug 2025 14:38:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://3dwatt.com.br/wp-content/uploads/2024/11/simbolo-logo.svg Arquivo de Geração Compartilhada | 3D Watt https://3dwatt.com.br/categoria/geracao-compartilhada/ 32 32 A Evolução do Comportamento do Consumidor de Energia https://3dwatt.com.br/a-evolucao-do-comportamento-do-consumidor-de-energia/ Fri, 11 Jul 2025 12:22:05 +0000 https://3dwatt.com.br/o-que-e-um-simulador-solar-copy/ A Evolução do Comportamento do Consumidor de Energia e os Novos Desafios para os fornecedores no Setor Elétrico Não há como negar a urgência de mudanças estruturais no setor elétrico brasileiro. Mas independentemente do planejamento, velocidade ou assertividade das iniciativas legais e regulatórias, uma mudança de comportamento já age como um catalisador, trazendo ao mercado ... Ler mais

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A Evolução do Comportamento do Consumidor de Energia

Não há como negar a urgência de mudanças estruturais no setor elétrico brasileiro. Mas independentemente do planejamento, velocidade ou assertividade das iniciativas legais e regulatórias, uma mudança de comportamento já age como um catalisador, trazendo ao mercado um novo perfil de consumidor de energia elétrica: mais informado, conectado, engajado e disposto a assumir o controle de seu consumo energético. Esse movimento, apoiado por inovações tecnológicas, alterações regulatórias e transformações culturais, exige que empresas do setor – especialmente aquelas que atuam diretamente na baixa tensão – revejam seus modelos de negócios e estratégias operacionais.

Venha com a 3D Watt explorar neste artigo os principais vetores dessa transformação e o que os players do setor precisam fazer para acompanhar essa nova realidade.

O consumidor brasileiro de energia elétrica, historicamente passivo, começou a adotar uma postura mais ativa, apresentando evidências inquestionáveis dessa mudança de postura, tais como:

  • O crescimento exponencial da Geração Distribuída (MMGD), que já conta com mais de 5 milhões de unidades consumidoras e mais de 40 GW de potência instalada.
  • A crescente busca pela possibilidade de escolha, seja nos modelos de geração compartilhada, seja nas opções já disponíveis via mercado livre.
  • Interesse crescente por tecnologias como medidores inteligentes, baterias de armazenamento residencial e veículos elétricos.
  • Rápida adesão na migração para o mercado livre de energia após a abertura regulatória para toda a classe de tensão do grupo A.

Esse consumidor já não busca apenas economia, mas também controle, autonomia e sustentabilidade, influenciado por valores que já podem ser claramente percebidos.

Em sintonia com os pilares da transição energética, essa mudança de comportamento do consumidor tem como vetores principais:

  • A preferência pelo digital: Ferramentas de monitoramento e gestão do consumo em tempo real promovem maior consciência energética e comportamento pró eficiência.
  • A sustentabilidade: A preferência por fontes renováveis reflete a internalização da consciência ambiental e alinhamento com metas globais de mitigação das mudanças climáticas.
  • O foco na economia de tempo e dinheiro: Busca por soluções que simplifiquem sua vida e maximizem sua economia, aliando praticidade com redução real na conta de energia.
  • A autonomia de escolha: Opções e liberdade para decidir conforme seus valores e necessidades.
  • A customização: Busca por soluções ajustadas a sua rotina, consumo e objetivos financeiros.
  • A valorização do ESG autêntico: Valorização de fornecedores com práticas ESG genuínas, que comprovem compromisso real, ética e impacto social positivo.

Em especial as empresas que atuam com consumidores em baixa tensão, devem adaptar seus serviços e operações comerciais para atender a esse novo consumidor. Algumas estratégias recomendadas incluem:

  • Conhecimento técnico multidisciplinar com capacidade de analisar, mesmo que de forma preliminar, diferentes possibilidades tecnológicas, tarifárias e regulatórias para um mesmo problema energético.
  • Perfil orientado ao cliente, com capacidade de escutar, adaptar soluções e atuar como parceiro estratégico de longo prazo.
  • Comunicação clara e didática ajustada ao consumidor e com a capacidade de explicar conceitos técnicos de forma simples e objetiva.
  • Atualização contínua acompanhando as novas tecnologias, regulamentações, tarifas e incentivos do setor elétrico.

Cada vez mais estaremos diante de um consumidor com novas demandas, novas competências e novas expectativas. Longe de ser uma tendência temporária, essa mudança é uma reconfiguração estrutural que ensejará a transformação contínua dos atuais modelos de negócios e a criação de novos modelos que eram impensáveis até pouco tempo atrás.

Para permanecerem competitivos e relevantes, os players desse mercado precisarão acelerar sua capacidade de adaptação, investindo ainda mais no treinamento de suas equipes, na inovação e inteligência de mercado, para cada vez mais centrar suas operações no consumidor.

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Reforma do Setor Elétrico https://3dwatt.com.br/reforma-do-setor-eletrico-pontos-de-atencao-para-a-geracao-distribuida/ Fri, 06 Jun 2025 12:27:46 +0000 https://3dwatt.com.br/como-escolher-o-integrador-para-seu-gerador-solar-fotovoltaico-copy/ Reforma do Setor Elétrico Pontos de atenção para a Geração Distribuída. No dia 21 de maio de 2025, diversas mudanças para o setor elétrico brasileiro foram anunciadas através da Medida Provisória nº 1.300/2025. A medida traz mudanças profundas que abordam principalmente temas como tarifas, subsídios embutidos nas contas de luz e regras de abertura do ... Ler mais

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Reforma do Setor Elétrico

Pontos de atenção para a Geração Distribuída.

No dia 21 de maio de 2025, diversas mudanças para o setor elétrico brasileiro foram anunciadas através da Medida Provisória nº 1.300/2025. A medida traz mudanças profundas que abordam principalmente temas como tarifas, subsídios embutidos nas contas de luz e regras de abertura do mercado para consumidores em baixa tensão. Mas quais são os pontos que importam especialmente ao mercado de Geração Distribuída? A 3D Watt preparou um resumo para você que é um Integrador ou um player no mercado GD, conhecer os principais pontos de atenção para o seu negócio.

Hoje, os consumidores do grupo B (baixa tensão) têm uma tarifa única, ou seja, pagam apenas pelo que consomem em kWh. A MP 1.300 determina que até 1º de julho de 2026 seja implantada uma nova estrutura tarifária com separação entre consumo (kWh) e demanda (kW), conhecida como tarifa binômia.

Por que isso importa?

Esse é um ponto de atenção para a geração distribuída, por trazer impactos diretos como alterações na forma de compensação dos créditos. Atualmente a compensação de créditos é feita com base na energia (kWh) injetada na rede, com a tarifa binômia, parte significativa da fatura (a demanda) não seria mais compensada na forma como é hoje. Na prática, isso também significa que os créditos excedentes podem passar a ser compensados com base em sinais horários ou por atributo de fonte.

O texto prevê que a partir de 1º de agosto de 2026, empresas em baixa tensão (grupo B3) poderão escolher seu fornecedor de energia. Em 1º de dezembro de 2027, a abertura se estenderá a consumidores residenciais (grupo B1).

A possibilidade de o consumidor em baixa tensão optar por comprar energia diretamente de comercializadoras ao invés de investir em um sistema fotovoltaico ou em um contrato de energia por assinatura, trará um aumento da concorrência. O Integrador necessitará destacar os aspectos positivos da geração com autoconsumo local e incrementar a precisão e eficiência de seus projetos.

Embora seja esperado um aumento nas tarifas de forma geral, os modelos de negócio com autoconsumo remoto e geração compartilhada, necessitarão estar atentos à competitividade de seus negócios mediante a possibilidade de que parte dos consumidores atualmente em contratos de locação, consórcios e cooperativas migrem para o ACL.

Atualmente, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é uma importante componente das tarifas de energia, é paga apenas pelos consumidores do ambiente regulado. A MP 1.300 prevê rateio da CDE entre todos os consumidores, incluindo os consumidores livres.

A Medida Provisória, trouxe também o fim dos descontos em tarifas de transmissão e distribuição de energia (TUST/TUSD) para os contratos de compra de energia no Mercado livre a partir de fontes incentivadas como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

Por que isso importa?

Isso importa porque embora sem um efeito direto na Geração Distribuída, essa alteração pode trazer benefícios indiretos através da redução de atratividade para o ACL, dado que muitos projetos modelados para o Mercado Livre de Energia e atendimento de consumidores comerciais e industriais, dependem desse benefício para serem viabilizados. Essa condição pode permitir que Integradores e Desenvolvedores no mercado de Geração Distribuída possam ofertar soluções energéticas mais estáveis e competitivas frente a um ACL que se torna mais exposto à volatilidade de preço e custos de uso da rede.

Embora a Medida Provisória 1.300/25 represente uma inflexão regulatória importante no setor elétrico com novos desafios à Geração Distribuída, consideramos que as mudanças apontadas até então, mantêm a relevância da GD com a valorização das soluções de autoconsumo local e com o papel de alternativa estratégica para consumidores que buscam mais previsibilidade.

Para integradores e desenvolvedores, será a oportunidade de protagonismo como especialistas da Transição Energética, oferecendo soluções customizadas em um mercado que se torna mais aberto, competitivo e dinâmico.

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